quarta-feira, 17 de abril de 2013

Inexplicável Poder


Ricardo Araújo Pereira.
Bruno Nogueira.
John Stewart.
Oprah Winfrey.

         São nomes que me lembro rapidamente assim que penso em entretenimento. São pessoas que podem sentar-se numa cadeira, ler os seus sketches, receber convidados ilustres de várias áreas - política, cinema, teatro, ou ainda apresentadores, cantores ou celebridades.

               Ellen DeGeneres, conhecem? É uma apresentadora americana, com um programa do género talk show, tal como a Oprah Winfrey, mas com um género mais jovem, descontraído e humorístico. Hoje passava durante a hora de almoço e quem foi a convidada? Michelle Obama, nada mais, nada menos que a primeira-dama americana. Parei para pensar. Qual é a chave do sucesso? Como é que alguém consegue criar um programa de banalidades e ter esse tipo de feedback? É a primeira dama dos Estados Unidos! Foi ao programa, deixou de lado o seu look clássico com o seu típico vestido de manga curta e escolheu uma roupa descontraída para agradar à Ellen, comentando "até trouxe os meus ténis". Fez flexões lado a lado com a apresentadora! Mais ainda, semanas antes, o seu marido, presidente dos Estados Unidos, esteve lá a fazer palermices também, para agradar à Ellen e ao público.

               Isto fascina-me. Sempre gostei de fazer a minha piada, de fazer um comentário mais irónico. Acredito que era perfeitamente capaz de fazer o papel que a Ellen faz, não me parece nada difícil. Falo no seu papel como apresentadora - não tenho qualquer preparação para  produzir um programa nem os conhecimentos para levar lá os convidados, mas se isso não for de sua competência, parece-me que conseguia assumir o seu papel. Parece-me até que escreveria aqueles diálogos sem problema! Serei eu que tenho uma autoconfiança desajustada e não compreendo o que implica estar no seu lugar? Ou efectivamente existe um inexplicável poder do povo americano em conseguir atingir fórmulas de sucesso a partir de qualidades mundanas? O que é que acham?


[Deixo-vos aqui um excerto do programa!]






O Discurso


             No meu aniversário, alguém teve a ideia de pedir aos convidados que dissessem uma palavra sobre a aniversariante (moi!). Claro que os convidados foram escolhidos por nutrirem muito afecto por mim pelo que não surgiram grandes ataques pessoais eheh Contudo, uma amiga disse "Organizada" quando procurava uma palavra que descrevesse o meu gosto por servir aos meus amigos/convidados cafés, lanches, almoços ou jantares com uma boa apresentação e, por usar essa palavra, foi atacada porque as restantes pessoas achavam-me o oposto - desorganizada! Para esses meus amigos, hoje encontrei a resposta à altura e aqui vai, em formato de imagem:




"Eu acho que as pessoas organizadas são é muito preguiçosas para procurar pelas suas coisas!"

Pimba amiguinhos!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Monólogos de fim-de-semana


Para o F.

- Estamos a acabar de jantar, depois vamos até à baixa. Apareces?
Zero resposta.
- Então, que é feito de ti? Ontem desapareceste do mapa.
Zero resposta.


Para a M. (que se tinha magoado uns dias antes)

- Como estás, estás melhor?
Nada.
- Estou preocupada contigo. Ainda tens dores?
Também nada.

Para a C.

- Obrigada por teres ido jantar e pelo presente, gostei muito. Dás-me aquele contacto que te pedi?
Nada.

Diálogo com a minha mãe:

- Filha, mandei-te uma mensagem mas ficou pendente. Estás sem bateria?
- Não... Tenho o telemóvel ligado! Quando é que mandaste?
- Há bocadinho, antes de chegares a casa.


Fez-se luz. Recorri à única manobra informática de emergência que conheço - desligar e voltar a ligar - mas a mensagem continuou pendente! Recorri ao próximo passo - pôr o cartão noutro telemóvel - e recebi umas quantas mensagens. Afinal a razão dos monólogos não era ausência de resposta, mas ausência da sua recepção! 

Telemóvel traiçoeiro!!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quando temos que dizer adeus


        Ela acha que não é melancólica. Consegue adaptar-se facilmente à mudança. Já teve amigos que não vivem no mesmo país, já mudou de casa, já mudou de escola quando era mais nova, mudou de professores, de amigos, de rotinas. Fez todas essas transições com relativa harmonia, sem olhar demasiado para trás. 

        Saudade, palavra tão portuguesa. Sentiu-a já muitas vezes, claro, mas sempre abraçou as surpresas que a vida trouxe com optimismo. Sabe acalmar os pensamentos que não quer ter, sabe calá-los com mais ou menos dificuldade. Sabe ver "o lado bom". Sabe convencer-se que "foi melhor assim". Sabe aproveitar o melhor de cada situação. 

         Mas tudo tem momentos. Às vezes sente muita saudade, às vezes é invadida por um "e se?". Às vezes deseja com toda a força que ele lhe ligue e, quando ele liga, atende com o coração apertado e não diz nada do que queria dizer. Desliga com a sensação que o nó na garganta ficou muito mas muito maior, de uma dimensão que já não pode suportar. Desliga com a sensação que preferia ter guardado esse nó na cabeça e não ali, onde o pode sentir. Desliga com a sensação que aquilo que mais queria, afinal não lhe trouxe nada do que procurava. Sente vontade de explodir e de deitar tudo cá para fora. 

        Mas não quer nem vai, porque quer ser forte e quer voltar "ao lado bom": E aí... volta a calar os pensamentos e volta a abraçar as surpresas que o inesperado lhe trouxe. E volta a sentir-se feliz e volta a pensar no que virá aí. Nesse momento, volta para o "e agora?" e larga o "e se?", pelo menos por um tempo...


O meu dia em momentos!



             Ontem foi o meu dia e foi assim. Obrigada às pessoas que me ligaram, me mandaram mensagem e um obrigada muito especial a quem fez parte destas imagens! :) 

[Resolvi partilhar um pouco com vocês e levantar um bocado o véu, espero que gostem!]




1. O ramo de flores mais bonito que já recebi (e que já vi) com 2 gerberas brancas e 4 gerberas rosa
2. O brinde com as Jotas e a B.
3. Os parabéns canídeos
4. Um dos presentes mais doces do dia
5. O almoço asiático
6. O martini
7. O presente do S. Pedro (obrigada)
8. Uma surpresa de meia-noite que veio de outra cidade marcar o momento
9. As palavras que me fizeram deixar cair uma lágrima
10. A B., que ficou sem o carro!
11. Os mimos da família.




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dia dos irmãos. Para ti

                 
              Hoje celebra-se o dia dos irmãos, aparentemente. Não me lembro de ter conhecimento deste dia nos últimos anos, mas seja como for, este ano quero marcá-lo.
 
               A minha irmã é das pessoas mais importantes da minha vida. Sinto que tenho grandes amigas, às vezes até as sinto como irmãs, mas não há nada como uma irmã de verdade, principalmente quando é mais velha. Contra mim falo ao dizer isto, mas eu não posso, como ela, orgulhar-me de dizer que a conheci a vida toda - ela sim. Não posso dizer que por vezes fui (e outras quis ser) uma mãe, um exemplo. Não posso dizer que a protegi.  
 
                Contudo,  há mil outras coisas que posso dizer!
 
Posso dizer que tive uma enorme inspiração ao crescer, que tive o olhar expectante de alguém que esperava o mundo de mim.
Posso dizer que vi o sofrimento dela quando as coisas me corriam mal
Posso dizer que vi o olhar de guerreira quando alguém me magoava.
Posso dizer que a vi ser guerreira quando me magoaram!
Posso dizer que tive sempre alguém para quem correr.
Posso dizer que por vezes tive que lhe esconder coisas, porque não queria que me protegesse.
Posso dizer que já nos chateámos a sério.
Posso dizer que isso não vence o amor incondicional que sentimos.
Posso dizer que ela seria das pessoas que mais falta me faria na minha vida.
Posso dizer que ninguém neste mundo devia ser filho único.
Posso dizer que a adoro de uma forma que não sei adorar outra pessoa.
Posso dizer que quero estar presente em todas as suas vitórias, que acredito que vão ser muitas mais!
Posso dizer que não quero nunca que saia da minha vida!!
 
               
 
Adoro-te J*

Estou em modo "Do It Yourself"

 
                
               Sempre adorei acessórios - colares, pulseiras, anéis.... As minhas amigas passaram por fases há uns anos em que faziam brincos e eu achava-as super criativas, mas nunca senti o mesmo "chamamento".
            Ultimamente, nasceu em mim uma vontade de criar as minhas próprias peças e ando completamente em modo DIY. As rãzões são várias - tenho mais tempo e posso fazer artigos únicos, às vezes até réplicas de outros  que vejo mas com um toque meu. Ontem dediquei parte do meu dia a uma peça muito simples, mas que acho que ficou com um ar tão primaveril que decidi partilhar com vocês e possivelmente receber o vosso feedback!
 
 
 


 

 
 
 
Aqui está ele - o colar e os seus detalhes!
 
P.S. Gostava que as fotos estivessem melhores, mas é uma curva de aprendizagem!