segunda-feira, 15 de abril de 2013

Monólogos de fim-de-semana


Para o F.

- Estamos a acabar de jantar, depois vamos até à baixa. Apareces?
Zero resposta.
- Então, que é feito de ti? Ontem desapareceste do mapa.
Zero resposta.


Para a M. (que se tinha magoado uns dias antes)

- Como estás, estás melhor?
Nada.
- Estou preocupada contigo. Ainda tens dores?
Também nada.

Para a C.

- Obrigada por teres ido jantar e pelo presente, gostei muito. Dás-me aquele contacto que te pedi?
Nada.

Diálogo com a minha mãe:

- Filha, mandei-te uma mensagem mas ficou pendente. Estás sem bateria?
- Não... Tenho o telemóvel ligado! Quando é que mandaste?
- Há bocadinho, antes de chegares a casa.


Fez-se luz. Recorri à única manobra informática de emergência que conheço - desligar e voltar a ligar - mas a mensagem continuou pendente! Recorri ao próximo passo - pôr o cartão noutro telemóvel - e recebi umas quantas mensagens. Afinal a razão dos monólogos não era ausência de resposta, mas ausência da sua recepção! 

Telemóvel traiçoeiro!!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quando temos que dizer adeus


        Ela acha que não é melancólica. Consegue adaptar-se facilmente à mudança. Já teve amigos que não vivem no mesmo país, já mudou de casa, já mudou de escola quando era mais nova, mudou de professores, de amigos, de rotinas. Fez todas essas transições com relativa harmonia, sem olhar demasiado para trás. 

        Saudade, palavra tão portuguesa. Sentiu-a já muitas vezes, claro, mas sempre abraçou as surpresas que a vida trouxe com optimismo. Sabe acalmar os pensamentos que não quer ter, sabe calá-los com mais ou menos dificuldade. Sabe ver "o lado bom". Sabe convencer-se que "foi melhor assim". Sabe aproveitar o melhor de cada situação. 

         Mas tudo tem momentos. Às vezes sente muita saudade, às vezes é invadida por um "e se?". Às vezes deseja com toda a força que ele lhe ligue e, quando ele liga, atende com o coração apertado e não diz nada do que queria dizer. Desliga com a sensação que o nó na garganta ficou muito mas muito maior, de uma dimensão que já não pode suportar. Desliga com a sensação que preferia ter guardado esse nó na cabeça e não ali, onde o pode sentir. Desliga com a sensação que aquilo que mais queria, afinal não lhe trouxe nada do que procurava. Sente vontade de explodir e de deitar tudo cá para fora. 

        Mas não quer nem vai, porque quer ser forte e quer voltar "ao lado bom": E aí... volta a calar os pensamentos e volta a abraçar as surpresas que o inesperado lhe trouxe. E volta a sentir-se feliz e volta a pensar no que virá aí. Nesse momento, volta para o "e agora?" e larga o "e se?", pelo menos por um tempo...


O meu dia em momentos!



             Ontem foi o meu dia e foi assim. Obrigada às pessoas que me ligaram, me mandaram mensagem e um obrigada muito especial a quem fez parte destas imagens! :) 

[Resolvi partilhar um pouco com vocês e levantar um bocado o véu, espero que gostem!]




1. O ramo de flores mais bonito que já recebi (e que já vi) com 2 gerberas brancas e 4 gerberas rosa
2. O brinde com as Jotas e a B.
3. Os parabéns canídeos
4. Um dos presentes mais doces do dia
5. O almoço asiático
6. O martini
7. O presente do S. Pedro (obrigada)
8. Uma surpresa de meia-noite que veio de outra cidade marcar o momento
9. As palavras que me fizeram deixar cair uma lágrima
10. A B., que ficou sem o carro!
11. Os mimos da família.




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dia dos irmãos. Para ti

                 
              Hoje celebra-se o dia dos irmãos, aparentemente. Não me lembro de ter conhecimento deste dia nos últimos anos, mas seja como for, este ano quero marcá-lo.
 
               A minha irmã é das pessoas mais importantes da minha vida. Sinto que tenho grandes amigas, às vezes até as sinto como irmãs, mas não há nada como uma irmã de verdade, principalmente quando é mais velha. Contra mim falo ao dizer isto, mas eu não posso, como ela, orgulhar-me de dizer que a conheci a vida toda - ela sim. Não posso dizer que por vezes fui (e outras quis ser) uma mãe, um exemplo. Não posso dizer que a protegi.  
 
                Contudo,  há mil outras coisas que posso dizer!
 
Posso dizer que tive uma enorme inspiração ao crescer, que tive o olhar expectante de alguém que esperava o mundo de mim.
Posso dizer que vi o sofrimento dela quando as coisas me corriam mal
Posso dizer que vi o olhar de guerreira quando alguém me magoava.
Posso dizer que a vi ser guerreira quando me magoaram!
Posso dizer que tive sempre alguém para quem correr.
Posso dizer que por vezes tive que lhe esconder coisas, porque não queria que me protegesse.
Posso dizer que já nos chateámos a sério.
Posso dizer que isso não vence o amor incondicional que sentimos.
Posso dizer que ela seria das pessoas que mais falta me faria na minha vida.
Posso dizer que ninguém neste mundo devia ser filho único.
Posso dizer que a adoro de uma forma que não sei adorar outra pessoa.
Posso dizer que quero estar presente em todas as suas vitórias, que acredito que vão ser muitas mais!
Posso dizer que não quero nunca que saia da minha vida!!
 
               
 
Adoro-te J*

Estou em modo "Do It Yourself"

 
                
               Sempre adorei acessórios - colares, pulseiras, anéis.... As minhas amigas passaram por fases há uns anos em que faziam brincos e eu achava-as super criativas, mas nunca senti o mesmo "chamamento".
            Ultimamente, nasceu em mim uma vontade de criar as minhas próprias peças e ando completamente em modo DIY. As rãzões são várias - tenho mais tempo e posso fazer artigos únicos, às vezes até réplicas de outros  que vejo mas com um toque meu. Ontem dediquei parte do meu dia a uma peça muito simples, mas que acho que ficou com um ar tão primaveril que decidi partilhar com vocês e possivelmente receber o vosso feedback!
 
 
 


 

 
 
 
Aqui está ele - o colar e os seus detalhes!
 
P.S. Gostava que as fotos estivessem melhores, mas é uma curva de aprendizagem!
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O desabafo da auto-censura


                   No último post escrevi sobre um episódio que me aconteceu, sem qualquer auto-censura. Passo por todo um processo mental quando penso num tema/episódio para escrever. Quando comecei este projecto foi com o objectivo de me debruçar essencialmente sobre banalidades contudo, quando temos um blogue e gostamos de escrever, acho que a escrita se transforma numa espécie de terapia e há momentos em que os posts assumem um cariz bem mais pessoal. 

                   O anonimato nunca é absoluto e claro que sou auto-crítica quanto à informação que passo. Contudo, há grandes temas na minha vida sobre os quais nunca escrevi nem uma palavra. Nem sempre vou saber se as escolhas foram as certas, mas tento conciliar essa reflexão com a intuição e às vezes só podemos mesmo deixar-nos levar pelo que sentimos! Sabe bem sentir o apoio e a motivação de alguém quando começamos a escrever e claro que nesse sentido não me arrependo de ter contado àquelas pessoas que me são bem próximas, mas há dias em que queria ser mesmo ser absolutamente livre na escrita e simplesmente usar o teclado para desabafar!




quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nunca mais dou boleia a rapazes!


            Agora à noite fui tomar café com um rapaz que conheci há pouco tempo. Não estava com grande vontade, mas ele andava a insistir há imenso tempo e  fazia umas piadas que me faziam rir, então chegou uma altura que as minhas desculpas se esgotaram e eu lá resolvi aceitar o convite e ver o que saía dali. 

          Quando me cumprimentou, deu-me só um beijo e eu fiquei pendurada para o segundo. Pediu-me desculpas mas aprendi que era só um então. Bebemos o nosso copo, tivemos uma conversa agradável e descontraída e quando chegou a nossa hora, lá nos encaminhamos para o carro. Ele quis ser um cavalheiro e deixar-me no carro, mas começou a chover então ofereci-me para o deixar no carro dele, pareceu-me o mínimo. QUE ERRO!! Quando nos íamos a despedir, ele dá-me um beijo e eu ia ficar-me por aí, mas ele ia lançado para o segundo, então lá "dei a outra face". O problema é que ele aponta para o meio! Tentei-me desviar, mas ele estava determinado então não houve tempo para subtilezas - quase que gritei "Não quero!!" Ele, em vez de perceber a dica e sair com o rabo entre as pernas, resolve tentar de novo e dizer "Só um!". Respondi de novo com impulsividade "Não quero beijo nenhum!". Ele não pareceu muito convencido, então eu disse "Vá, adeus!" já prestes a expulsá-lo do carro ao murro! Ele pediu desculpas, saiu e eu arranquei a fundo. Nem sei explicar o que é que estava a sentir, não queria nada ter sido tão ríspida mas sinto que fui forçada a isso!

       Passado dois segundos tinha uma mensagem "Gostei muito da tua companhia! Desculpa a despedida... mas não resisti ao teu sorriso! Fico contente por te teres portado bem (não entendi esta parte) :) Gostava de poder voltar a combinar qq coisa qd quiseres.. um beijinho". Como é lógico, senti-me mal pelo que aconteceu mas não vou pedir desculpas! Não tenho culpa de não querer dar um beijo a alguém, ainda para mais não tendo dado sinal nenhum nesse sentido! Não sei porque é que resolveu ser atrevido a esse ponto! Nem percebo como é que ele quer combinar alguma coisa depois disto, eu não quero!

          Conclusão: boleias a amiguinhos nunca mais!