Para o F.
- Estamos a acabar de jantar, depois vamos até à baixa. Apareces?
Zero resposta.
- Então, que é feito de ti? Ontem desapareceste do mapa.
Zero resposta.
Para a M. (que se tinha magoado uns dias antes)
- Como estás, estás melhor?
Nada.
- Estou preocupada contigo. Ainda tens dores?
Também nada.
Para a C.
- Obrigada por teres ido jantar e pelo presente, gostei muito. Dás-me aquele contacto que te pedi?
Nada.
Diálogo com a minha mãe:
- Filha, mandei-te uma mensagem mas ficou pendente. Estás sem bateria?
- Não... Tenho o telemóvel ligado! Quando é que mandaste?
- Há bocadinho, antes de chegares a casa.
Fez-se luz. Recorri à única manobra informática de emergência que conheço - desligar e voltar a ligar - mas a mensagem continuou pendente! Recorri ao próximo passo - pôr o cartão noutro telemóvel - e recebi umas quantas mensagens. Afinal a razão dos monólogos não era ausência de resposta, mas ausência da sua recepção!
Telemóvel traiçoeiro!!


