segunda-feira, 8 de abril de 2013

O desabafo da auto-censura


                   No último post escrevi sobre um episódio que me aconteceu, sem qualquer auto-censura. Passo por todo um processo mental quando penso num tema/episódio para escrever. Quando comecei este projecto foi com o objectivo de me debruçar essencialmente sobre banalidades contudo, quando temos um blogue e gostamos de escrever, acho que a escrita se transforma numa espécie de terapia e há momentos em que os posts assumem um cariz bem mais pessoal. 

                   O anonimato nunca é absoluto e claro que sou auto-crítica quanto à informação que passo. Contudo, há grandes temas na minha vida sobre os quais nunca escrevi nem uma palavra. Nem sempre vou saber se as escolhas foram as certas, mas tento conciliar essa reflexão com a intuição e às vezes só podemos mesmo deixar-nos levar pelo que sentimos! Sabe bem sentir o apoio e a motivação de alguém quando começamos a escrever e claro que nesse sentido não me arrependo de ter contado àquelas pessoas que me são bem próximas, mas há dias em que queria ser mesmo ser absolutamente livre na escrita e simplesmente usar o teclado para desabafar!




quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nunca mais dou boleia a rapazes!


            Agora à noite fui tomar café com um rapaz que conheci há pouco tempo. Não estava com grande vontade, mas ele andava a insistir há imenso tempo e  fazia umas piadas que me faziam rir, então chegou uma altura que as minhas desculpas se esgotaram e eu lá resolvi aceitar o convite e ver o que saía dali. 

          Quando me cumprimentou, deu-me só um beijo e eu fiquei pendurada para o segundo. Pediu-me desculpas mas aprendi que era só um então. Bebemos o nosso copo, tivemos uma conversa agradável e descontraída e quando chegou a nossa hora, lá nos encaminhamos para o carro. Ele quis ser um cavalheiro e deixar-me no carro, mas começou a chover então ofereci-me para o deixar no carro dele, pareceu-me o mínimo. QUE ERRO!! Quando nos íamos a despedir, ele dá-me um beijo e eu ia ficar-me por aí, mas ele ia lançado para o segundo, então lá "dei a outra face". O problema é que ele aponta para o meio! Tentei-me desviar, mas ele estava determinado então não houve tempo para subtilezas - quase que gritei "Não quero!!" Ele, em vez de perceber a dica e sair com o rabo entre as pernas, resolve tentar de novo e dizer "Só um!". Respondi de novo com impulsividade "Não quero beijo nenhum!". Ele não pareceu muito convencido, então eu disse "Vá, adeus!" já prestes a expulsá-lo do carro ao murro! Ele pediu desculpas, saiu e eu arranquei a fundo. Nem sei explicar o que é que estava a sentir, não queria nada ter sido tão ríspida mas sinto que fui forçada a isso!

       Passado dois segundos tinha uma mensagem "Gostei muito da tua companhia! Desculpa a despedida... mas não resisti ao teu sorriso! Fico contente por te teres portado bem (não entendi esta parte) :) Gostava de poder voltar a combinar qq coisa qd quiseres.. um beijinho". Como é lógico, senti-me mal pelo que aconteceu mas não vou pedir desculpas! Não tenho culpa de não querer dar um beijo a alguém, ainda para mais não tendo dado sinal nenhum nesse sentido! Não sei porque é que resolveu ser atrevido a esse ponto! Nem percebo como é que ele quer combinar alguma coisa depois disto, eu não quero!

          Conclusão: boleias a amiguinhos nunca mais!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Em busca da "felissidade"





              The Pursuit of Happyness. Não, não me enganei a escrever "happiness", este é o nome do filme que vi ontem à noite e do qual gostei muito. Percebi que escreveram com "y" porque no filme existe uma pintura numa parede de um infantário onde o nome aparecia mal escrito, facto que irrita profundamente Chris Gardner, o protagonista representado por Will Smith.
                Achei o filme encantador. Mostra as dificuldades de um casal e principalmente de um homem para viver uma vida feliz e para criar o filho com as melhores condições possíveis, num meio em que não tem nada a seu favor. Luta contra todas as adversidades, munido de tanta determinação, mas de uma forma tão realista que comove. Recomendo vivamente! Fez-me rir, chorar, fez-me sorrir e reflectir.
                Deixo-vos com algumas passagens que foram sem dúvida as minhas preferidas. Não estão exactamente fiéis porque para isso tinha que ir ao vídeo, clicar em pause e transcrevê-las, mas devem estar bastante semelhantes!


"- Are we going to the game?
- Possibly.
   (...)
- Are we going to the game? You said we would go.
- No, what did I say?
- You said we would probably go.
- No, I said possibly. Probably means there´s a good chance of us going, possibly means we might or might not. Now, tell me again... what does possibly mean?
- It means we´re NOT going to the game!"


"If you ask me a question and I don´t know the answer, I´m the type of person who will tell you that I don´t know.
But you can bet that I will look it up and I will find it!"


"- What would you say if I hire a man who came to the interview with no shirt?
- I´d say he must have some really nice pants."


"Don´t let anybody tell you you can´t do something, not even me.
People fail to do things, so they try to make you think that you can´t do it either."


:)

Ser irresponsável ou não, eis a questão!

 
               Estou a três módulos de terminar a pós-graduação, está quase! O último módulo é um Simposium que acontece todos os anos e para o qual todos os ex-alunos estão convidados. Ou seja, para o ano estarei na categoria de ex-aluna, pelo que poderei assistir. (Não se esqueçam deste pensamento enquanto prossigo na história).
                
                 Há uns dias deparei-me com o cartaz do Optimus Alive: alt-J, vampire weekend, two door cinema club, phoenix, tame impala, crystal castles... Ou seja, basicamente a minha playlist no Spotify vem cá tocar para mim, ao vivo. Isto parece encomendado! Nunca fui a Alive e fiquei em pulgas! Fiquei mesmo em pulgas! Até que me lembrei que o último módulo da pós graduação é nesse fim-de-semana. Depois lembrei-me que o último módulo da pós-graduação é o Simposium.... E que posso ir no próximo ano..... Estou a arranjar um óptimo argumento para atenuar a minha própria culpa, não acham? Mas eu quero tanto ir!!!!
 
                   Optimus Alive, a tornar-me irresponsável desde 2013!

terça-feira, 2 de abril de 2013

A "eintrevizta"!

           
           Hoje tive uma entrevista!
          Domingo vi uma proposta de emprego para uma clínica a tempo inteiro exactamente na minha área de residência. Apressei-me a enviar o curriculum e fiquei cheia de expectativas! Quando me apercebi que sabia a localização, ponderei passar lá na segunda-feira, ainda que isso me tenha parecido arriscado porque não queria passar por stalker desesperada! Não foi preciso porque segunda à hora do almoço já tinha uma chamada.

- Estô? Fala a Dôtora X?
- Sim, sou eu.
- Ah, ólha.. você mi mandô um curriculum, certo? Podxi passá cá pra gentxi conversá?
- Posso, sim. Estou disponível amanhã.
- Tá.. amanhã podxi ao início da tardxi? Assim pelas 2h?
- Posso, sim. Onde fica a clínica? 
- (Informações blablabla)
- Fica assim combinádo então! Até amanhã!
- Até amanhã, com licença.

          Hoje lá almocei à pressa e dirigi-me à clínica na hora combinada. Entrei e a Doutora X cumprimentou-me, com muita simpatia e pediu-me que esperasse um pouco. Esperei algum tempo na sala de espera enquanto a ouvia num longo, audível e expressivo diálogo com a assistente. Quando (finalmente) me chamou, dirigimo-nos para o escritório, onde ainda fomos interrompidas uma série de vezes. Quando me conseguiu explicar a proposta, fui assolada por uma grande desilusão. O anúncio referia um estágio ao abrigo do programa passaporte emprego, o que implica 12 meses a trabalhar numa clínica a tempo inteiro, ao lado de um médico dentista como formador. Contudo, a proposta que a dentista tinha era mais "original" - um projecto que considera inovador mas para o qual não tem nenhuma garantia nem nenhum plano devidamente organizado. Não me parece certo adiantar-me aqui em detalhes, mas não fiquei de todo entusiasmada!
          Cada vez mais vou para as entrevistas, não com a postura de "Espero que gostem de mim", mas sim "Vamos lá ver se gosto das condições!". Aparece cada maluco...


[P.S. - Sempre que fui a entrevistas, levei um amuleto - os brincos que estão em baixo! (Mais manias)]







segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tenho medo do escuro!


             Hoje fui levar a minha avó a casa e quando entramos na sua "modesta" casa, que é uma casa enorme e antiga onde criou os seus seis filhos, verificamos que não havia luz. Tentamos um interruptor, tentamos outro até que acabamos por ligar a um tio que mora ali ao lado. Até ele chegar, disfarcei o pânico que estava a sentir! Imaginei ladrões no piso de baixo, imaginei vultos e barulhos (ridículo, eu sei). Quando o meu tio chegou, resolveu o problema em dois segundos. Às vezes é impossível ser feminista - sabe bem ter um ser humano de cromossomas XY que venha resolver a situação!

Deixo-vos com a música que me ficou no ouvido


"Não me deixe só

Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz"


Dia das mentiras




            Passo este dia a duvidar de todas as coisas que me contam, é terrível! 
            Eu sou fã das partidas subtis - quando era mais nova mandei uma mensagem a um ex-namorado a fazer-me passar pela explicadora de matemática dele e disse que "Temos que marcar umas horas extras porque tenho notado que tem claramente dificuldades de aprendizagem", ao que ele respondeu com um atrapalhado "Na próxima explicação conversamos sobre as datas, então." ahah Tenho uma amiga mais atrevida que contou aos pais que estava grávida (piada de mau gosto, alguns de vocês acharão) e outro amigo que publicou na sua página de Facebook que tinha terminado a licenciatura. 
            Quais foram as melhores partidas que já fizeram a alguém?