quarta-feira, 3 de abril de 2013

Em busca da "felissidade"





              The Pursuit of Happyness. Não, não me enganei a escrever "happiness", este é o nome do filme que vi ontem à noite e do qual gostei muito. Percebi que escreveram com "y" porque no filme existe uma pintura numa parede de um infantário onde o nome aparecia mal escrito, facto que irrita profundamente Chris Gardner, o protagonista representado por Will Smith.
                Achei o filme encantador. Mostra as dificuldades de um casal e principalmente de um homem para viver uma vida feliz e para criar o filho com as melhores condições possíveis, num meio em que não tem nada a seu favor. Luta contra todas as adversidades, munido de tanta determinação, mas de uma forma tão realista que comove. Recomendo vivamente! Fez-me rir, chorar, fez-me sorrir e reflectir.
                Deixo-vos com algumas passagens que foram sem dúvida as minhas preferidas. Não estão exactamente fiéis porque para isso tinha que ir ao vídeo, clicar em pause e transcrevê-las, mas devem estar bastante semelhantes!


"- Are we going to the game?
- Possibly.
   (...)
- Are we going to the game? You said we would go.
- No, what did I say?
- You said we would probably go.
- No, I said possibly. Probably means there´s a good chance of us going, possibly means we might or might not. Now, tell me again... what does possibly mean?
- It means we´re NOT going to the game!"


"If you ask me a question and I don´t know the answer, I´m the type of person who will tell you that I don´t know.
But you can bet that I will look it up and I will find it!"


"- What would you say if I hire a man who came to the interview with no shirt?
- I´d say he must have some really nice pants."


"Don´t let anybody tell you you can´t do something, not even me.
People fail to do things, so they try to make you think that you can´t do it either."


:)

Ser irresponsável ou não, eis a questão!

 
               Estou a três módulos de terminar a pós-graduação, está quase! O último módulo é um Simposium que acontece todos os anos e para o qual todos os ex-alunos estão convidados. Ou seja, para o ano estarei na categoria de ex-aluna, pelo que poderei assistir. (Não se esqueçam deste pensamento enquanto prossigo na história).
                
                 Há uns dias deparei-me com o cartaz do Optimus Alive: alt-J, vampire weekend, two door cinema club, phoenix, tame impala, crystal castles... Ou seja, basicamente a minha playlist no Spotify vem cá tocar para mim, ao vivo. Isto parece encomendado! Nunca fui a Alive e fiquei em pulgas! Fiquei mesmo em pulgas! Até que me lembrei que o último módulo da pós graduação é nesse fim-de-semana. Depois lembrei-me que o último módulo da pós-graduação é o Simposium.... E que posso ir no próximo ano..... Estou a arranjar um óptimo argumento para atenuar a minha própria culpa, não acham? Mas eu quero tanto ir!!!!
 
                   Optimus Alive, a tornar-me irresponsável desde 2013!

terça-feira, 2 de abril de 2013

A "eintrevizta"!

           
           Hoje tive uma entrevista!
          Domingo vi uma proposta de emprego para uma clínica a tempo inteiro exactamente na minha área de residência. Apressei-me a enviar o curriculum e fiquei cheia de expectativas! Quando me apercebi que sabia a localização, ponderei passar lá na segunda-feira, ainda que isso me tenha parecido arriscado porque não queria passar por stalker desesperada! Não foi preciso porque segunda à hora do almoço já tinha uma chamada.

- Estô? Fala a Dôtora X?
- Sim, sou eu.
- Ah, ólha.. você mi mandô um curriculum, certo? Podxi passá cá pra gentxi conversá?
- Posso, sim. Estou disponível amanhã.
- Tá.. amanhã podxi ao início da tardxi? Assim pelas 2h?
- Posso, sim. Onde fica a clínica? 
- (Informações blablabla)
- Fica assim combinádo então! Até amanhã!
- Até amanhã, com licença.

          Hoje lá almocei à pressa e dirigi-me à clínica na hora combinada. Entrei e a Doutora X cumprimentou-me, com muita simpatia e pediu-me que esperasse um pouco. Esperei algum tempo na sala de espera enquanto a ouvia num longo, audível e expressivo diálogo com a assistente. Quando (finalmente) me chamou, dirigimo-nos para o escritório, onde ainda fomos interrompidas uma série de vezes. Quando me conseguiu explicar a proposta, fui assolada por uma grande desilusão. O anúncio referia um estágio ao abrigo do programa passaporte emprego, o que implica 12 meses a trabalhar numa clínica a tempo inteiro, ao lado de um médico dentista como formador. Contudo, a proposta que a dentista tinha era mais "original" - um projecto que considera inovador mas para o qual não tem nenhuma garantia nem nenhum plano devidamente organizado. Não me parece certo adiantar-me aqui em detalhes, mas não fiquei de todo entusiasmada!
          Cada vez mais vou para as entrevistas, não com a postura de "Espero que gostem de mim", mas sim "Vamos lá ver se gosto das condições!". Aparece cada maluco...


[P.S. - Sempre que fui a entrevistas, levei um amuleto - os brincos que estão em baixo! (Mais manias)]







segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tenho medo do escuro!


             Hoje fui levar a minha avó a casa e quando entramos na sua "modesta" casa, que é uma casa enorme e antiga onde criou os seus seis filhos, verificamos que não havia luz. Tentamos um interruptor, tentamos outro até que acabamos por ligar a um tio que mora ali ao lado. Até ele chegar, disfarcei o pânico que estava a sentir! Imaginei ladrões no piso de baixo, imaginei vultos e barulhos (ridículo, eu sei). Quando o meu tio chegou, resolveu o problema em dois segundos. Às vezes é impossível ser feminista - sabe bem ter um ser humano de cromossomas XY que venha resolver a situação!

Deixo-vos com a música que me ficou no ouvido


"Não me deixe só

Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz"


Dia das mentiras




            Passo este dia a duvidar de todas as coisas que me contam, é terrível! 
            Eu sou fã das partidas subtis - quando era mais nova mandei uma mensagem a um ex-namorado a fazer-me passar pela explicadora de matemática dele e disse que "Temos que marcar umas horas extras porque tenho notado que tem claramente dificuldades de aprendizagem", ao que ele respondeu com um atrapalhado "Na próxima explicação conversamos sobre as datas, então." ahah Tenho uma amiga mais atrevida que contou aos pais que estava grávida (piada de mau gosto, alguns de vocês acharão) e outro amigo que publicou na sua página de Facebook que tinha terminado a licenciatura. 
            Quais foram as melhores partidas que já fizeram a alguém?

domingo, 31 de março de 2013

Sou o Grinch da Páscoa

         
        Espero que tenham tido uma boa páscoa! 
       Eu tive o aniversário de uma das minhas melhores amigas e cheguei a casa demasiado tarde, ou demasiado... cedo! Acabei por tomar o pequeno-almoço com a minha mãe, que não gostou muito da surpresa. Como castigo, não me acordou para almoçar, acho que pare eu passar o dia a sentir os remorsos de não fazer o almoço de páscoa em família - funcionou! Comi como uma outkast enquanto todos já comiam a sobremesa... Não sei qual é o vilão desta época festiva, só conheço o vilão do natal, pelo que vos digo que me senti o grinch da páscoa!
        O meu pai, quando me viu mais tarde meia desanimada, chamou-me e disse "anda aqui, anda beber um licor beirão!". A partir deste momento, senti-me adulta e compreendida! Obrigada papá, por finalmente quereres resolver os meus problemas como um verdadeiro adulto - com álcool!
         Um bom resto de páscoa, comam muitas amêndoas! Amanhã para compensar é dia de corrida!




quinta-feira, 28 de março de 2013

Tenho uma ex namorada


                 Todos já tivemos relacionamentos que acabaram, de uma forma ou e outra, e todos temos uma forma de lidar com as pessoas envolvidas mais ou menos semelhante. Dependendo da forma como tudo acabou, a reacção ao encontrar o/a "ex" varia. O mais típico diria, será observar como está (está bonito/a? está gorda/a ou em forma? está bem vestido/a ou desleixado/a?) e observar as pessoas que o/a rodeiam, de forma a perceber o que mudou agora que não fazemos parte da sua vida e tentando concluir se as mudanças foram para melhor ou para pior.
 
                A A. foi nossa amiga no momento em que todas nos conhecemos e formamos o nosso "grupo" - era super introvertida, pelo que acabava por ser a "ovelha negra" do grupo, mas nós sempre assumimos o papel de responsáveis pelo seu makeover e estivemos sempre empenhadas em puxar por ela e fazê-la sair um bocadinho da casca. Éramos miúdas e os nossos pais sempre comentaram que ela não falava, ao que nós respondíamos, em tom defensivo "connosco é diferente, isso é só com vocês que fica intimidada". A verdade é que ela mudou connosco, ficou mais confiante, menos inibida e mais sociável. Tínhamos um grupo de amigos muito divertido e ela foi ganhando um à vontade diferente, até que um dia se começou a afastar e acabou por nos dizer que sentia que não tinha muito em comum connosco. Na altura ficámos muito magoadas - concordávamos perfeitamente que eramos diferentes mas isso nunca se mostrou incompatível com a nossa amizade. O que é certo é que nos afastamos de vez!
 
              De há uns tempos para cá, sempre que eu e as minhas amigas passamos pela A., fazemos uma vistoria discreta à sua indumentária e às suas amigas e acotovelamo-nos dizendo "olha quem está ali...", seguido de alguns comentários "ela no outro dia fingiu que não me viu" ou, pelo contrário, "a mim na semana passada atravessou a praça inteira para me cumprimentar... não percebi!". Depois de uma série de comentários desses, numa destas noites, fez-se luz "A A. é como uma ex namorada em comum!". Fiquei paralisada com este pensamento e quando o partilhei com elas, fartaram-se de se rir e concordaram plenamente!
 
            Vamos ver se a partir de agora controlamos melhor estes impulsos ;)