quarta-feira, 6 de março de 2013

Época balnear is coming

 
                Inverno, eu e tu temos uma relação complicada mas preciso que te aguentes mais um tempo por cá enquanto me ponho em forma, sim? O Verão e eu vivemos mais de paixão e intensidade, já tu dás-me vontade de ficar no sofá a ver filmes e trazes ao de cima a gulosa que há em mim. 
                Está na altura de pensar que faltam 3 meses para o sol estar aí radiante e os fins de semana começam a pedir menos roupa e uma praiinha! Assim sendo, as corridas têm que ser mais frequentes! Aqui vai um pico de motivação para mim e para vocês!
 
 






 
          
 
 

O dia em que ela decidiu ser rebelde

          
         Houve uma semana da minha vida em que um cão me seguia para todo o lado. Saía de casa e ele estava lá, entrava no carro e ele vinha atrás de mim, corria inclusive atrás do meu carro durante cerca de 300m até me perder de vista. Parecia um husky mas preto e muito bonito. Achei que o cão tinha um fascínio qualquer por mim.
         Certo dia, eu ainda andava na faculdade e estava numa aula clínica, a atender pacientes. No intervalo, vi o telemóvel e tinha umas 7 chamadas não atendidas, cinco do meu pai, duas da minha irmã. O meu coração parou - porque é que não tinha chamadas da minha mãe? O que é que se passava? Liguei de volta, a tremer que nem varas verdes ,e atende a minha irmã, com voz pesada.
 
- Estou? Onde estás?
- Estou na clínica. O que se passa? A mamã?
- A mamã? Está tudo bem. Foi a M. que fugiu, não sei onde ela está. (M. é a nossa cadelinha)
- Fugiu? Como? Há muito tempo?
- É uma longa história. Quando puderes vem para casa!
Desligou. Não foi fácil concentrar-me no que estava a fazer, só queria despachar-me para me ir embora! 
 
         Quando finalmente consegui, cheguei a casa e lá me explicaram.
         A minha irmã foi passear a M. e eis que um cão se aproxima, começa a rondá-las, começam os dois cães a saltar um para cima do outro e a M. entretanto consegue soltar-se e correm os dois que nem loucos para fora do alcance da minha irmã. Ainda conseguiu correr atrás deles, para ver o husky saltar para cima da M., que estava com o cio, mas entretanto eles saíram da vista dela. Fartou-se de gritar por eles, ainda para mais sozinha e no meio de um bairro duvidoso... imaginem o que passou! Felizmente, tudo se resolveu, embora eu não tenha estado presente para ajudar!  
            
        Tivemos que dar medicamentos à M. para abortar e nos dias seguintes ela ficou em casa enroscada no sofá, com ar de quem tinha sido afastada do amor da sua vida, qual rapunzel presa numa masmorra, enquanto ele passava os dias lá em baixo à espera dela e a ladrar para a janela! Só aí percebi que o afecto dele por mim e o facto de me seguir para todo o lado sempre se tinha devido a ela e bom, assim foi o seu primeiro one night stand!
 

terça-feira, 5 de março de 2013

"Óculos de ver"


            Há algumas expressões que acho engraçadas e "óculos de ver" é uma delas. Sempre que alguém fala em óculos, assume-se que se está a falar de óculos de sol e, a título de explicação, lá vem o anexo "de ver". Eu acho tão estúpido, pelo que me refiro aos ditos cujos como "óculos graduados". Parece-vos bem? 
            Bom, estou a fazer esta reflexão porque preciso de comprar uns ditos e não é tarefa fácil. Vejo a Diana Chaves com este par e acho que lhe fica muitíssimo bem, até porque a acho uma mulher muito bonita, mas quando estou a experimentá-los em mim já sou mais crítica. Uso lentes, os óculos são só um complemento para usar por casa quando estou mais cansada, mas complemento ou não, quero que me fiquem bem! 


         Afinal, de contas, este anúncio diz tudo - "A face it´s like a work of art. It deserves a great frame". Este fim-de-semana vou ter uma longa tarde na óptica....



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

As mulheres são conflituosas

 
               Há um mito urbano que diz de que dentro dos grupos de amigas há mais conflitos, invejas e discussões, ao contrário do que acontece entre os homens, que nunca se chateiam ou resolvem os problemas à pancada, se for preciso, mas sem rancores! No geral, assumimos todos que isto é verdade, inclusive as mulheres. Não venho aqui negar este mito contra tudo e contra todos - não sou uma gladiadora! Contudo, como tenho bons grupos de amigas onde não há invejas (ciúmes há-os às vezes, confesso!) e como já assisti a discusões caricatas entre rapazes, vou contar-vos alguns episódios que ocorreram entre três amigos numas férias de verão, a quem vamos chamar de R., N. e G. Por sua vez, a minha amiga vai ser chamada de B.
 
              Episódio #1: Estávamos no alentejo, a voltar para casa depois de um daqueles incríveis e longos dias de praia e eis que o R. decide que vai passar numa bomba de gasolina para lavar o carro. O N. começa a contestar, porque está cheio de fome e ele podia fazer aquilo noutra altura mas o R. não faz caso e diz que vai ser num instante! O N. fica claramente chateado, diz que o R. está constantemente a ter comportamentos destes, que não pode ser tudo como ele quer, que não faz nenhum sentido ir lavar o carro àquela hora e faz um escândalo de alguns minutos, digno de uma discussão de namorados, enquanto eu e a B. observamos silenciosamente, sentadas em cima de um banco!
 
             Episódio #2: De manhã, o N. e outro amigo vão comprar pão e mais umas coisas para tomarmos o pequeno-almoço e fazermos uma sandes para levar para a praia. Entretanto, o R. acorda, vê o pão e começa a cortá-lo para fazer torradas. Durante este processo, começa mentalmente a calcular o número de fatias necessárias e fica convicto de que compraram pouco pão, pelo que se dirige ao N.
- Só compraram isto? Isto não chega! Vocês não sabiam que somos cinco e que ainda vamos levar sandes para a praia?
- Então nós fomos comprar pão e ainda te queixas? Se não há que chegue, ias lá tu, que ninguém é criado de ninguém!
- Ontem fui eu, e comprei pão que chegasse! Não é muito difícil.
- Pronto, tu é que tens sempre razão!!
Mais uma vez, eu e a B. estávamos sentadas, a comer as nossas torradas e entreolhamo-nos com cumplicidade e muita vontade de rir.
 
           Episódio #3: Decidimos ir almoçar fora. O R. sugeriu fazermos um caminho mais longo e irmos passar a tarde numa cidade mais afastada, mas o N. não achou boa ideia porque era longe e estava cheio de fome. Assim sendo, o G. sugeriu um restaurante próximo onde já tinha dito e que vinha muito bem recomendado. Quando chegamos, verificamos que estava praticamente cheio e que todas as pessoas tinham ou muito bom aspecto, ou aspecto de turista em alternativa. Fomos atendidos por uma senhora que nos disse que já estavam lotados e não iam conseguir ter mesa a tempo de nos servir, porque já passava das duas. O R. ficou convencido que estavam a discriminar-nos por sermos jovens e disse ao N.
- Claro, viram um grupo de jovens e tu com esses calções. Acharam logo que vínhamos para aqui contar os trocos.
- Ai agora a culpa é minha? Tu és impressionante.
Encontramos outro restaurante, onde nos sentaram e, enquanto não fomos servidos, continuaram os dois a discutir de quem era a culpa de não termos ido experimentar o primeiro restaurante e de não termos sido servidos no segundo. Não preciso de dizer o que e a B. estávamos a fazer, pois não? Estávamos a ver o menu, sossegadas e em conjunto.
 
         Episódio #4: Eu e a B. começamos a discutir dentro do quarto. Eu dizia-lhe que ela não se estava a despachar para irmos para a praia e que não tínhamos que ficar à espera dela! Fomos a discutir até à sala... e desatámo-nos a rir. Era uma brincadeira! Perguntamos-lhes
- Já viram a figura que vocês fazem?
- Ah, muito engraçadinhas as meninas!
 
               Volto a dizer que não venho aqui contestar esse mito contra tudo e contra todos, mas podem dar-nos só o benefício da dúvida?

Sobre a carne de cavalo




Ahahah Acho que não há muito mais a dizer sobre este assunto, só não resisti a publicar esta imagem! Ri-me tanto!

[Outro dos meus pontos fracos são piadas com a Anita!]

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Desculpa


                 Há uns dias, dei por mim numa conversa profunda com a minha irmã - ela dizia-me que havia três pessoas na vida a quem devia um pedido de desculpas - enumerou-as e contou-me as razões. De seguida, perguntou-me se eu tinha alguém a quem devesse um pedido de desculpas. Fiquei contente por ter demorado algum tempo a encontrar a resposta, enquanto ela me dizia que se a minha resposta fosse "não", era muito bom sinal. Disse-lhe que, como irmã mais nova, tinha que me dar uma vantagem de alguns anos para magoar três pessoas! De qualquer forma, lembrei-me de uma pessoa. Pedi-lhe desculpas no tempo certo e sei que me perdoou. Hoje em dia é alguém que faz parte da minha vida e com quem mantenho uma boa relação, mas foi alguém que magoei e que não merecia. 
                 Não sei por que razão às vezes damos por nós a magoar quem nos trata bem e a sofrer por quem nos trata mal, mas é uma realidade sádica. Também têm pessoas a quem devem um pedido de desculpas? Se de facto tiverem, peçam desculpa e peçam as vezes que forem precisas! Vamos sempre cometer erros e vamos cometê-los mais do que uma vez, o importante é o que fazemos para os corrigir! 






"Sou eu"


               Há uns dias apercebi-me de mais uma mania terrível... Quando toco à campainha de uma casa, sempre que me perguntam "Quem é?", sai-me um "Sou eu!". Acho que faria mais sentido dizer o meu nome, afinal "eu" podemos ser todos mas talvez revele uma incrível confiança de minha parte eheh Não sou a única, pois não?