quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

As mulheres são conflituosas

 
               Há um mito urbano que diz de que dentro dos grupos de amigas há mais conflitos, invejas e discussões, ao contrário do que acontece entre os homens, que nunca se chateiam ou resolvem os problemas à pancada, se for preciso, mas sem rancores! No geral, assumimos todos que isto é verdade, inclusive as mulheres. Não venho aqui negar este mito contra tudo e contra todos - não sou uma gladiadora! Contudo, como tenho bons grupos de amigas onde não há invejas (ciúmes há-os às vezes, confesso!) e como já assisti a discusões caricatas entre rapazes, vou contar-vos alguns episódios que ocorreram entre três amigos numas férias de verão, a quem vamos chamar de R., N. e G. Por sua vez, a minha amiga vai ser chamada de B.
 
              Episódio #1: Estávamos no alentejo, a voltar para casa depois de um daqueles incríveis e longos dias de praia e eis que o R. decide que vai passar numa bomba de gasolina para lavar o carro. O N. começa a contestar, porque está cheio de fome e ele podia fazer aquilo noutra altura mas o R. não faz caso e diz que vai ser num instante! O N. fica claramente chateado, diz que o R. está constantemente a ter comportamentos destes, que não pode ser tudo como ele quer, que não faz nenhum sentido ir lavar o carro àquela hora e faz um escândalo de alguns minutos, digno de uma discussão de namorados, enquanto eu e a B. observamos silenciosamente, sentadas em cima de um banco!
 
             Episódio #2: De manhã, o N. e outro amigo vão comprar pão e mais umas coisas para tomarmos o pequeno-almoço e fazermos uma sandes para levar para a praia. Entretanto, o R. acorda, vê o pão e começa a cortá-lo para fazer torradas. Durante este processo, começa mentalmente a calcular o número de fatias necessárias e fica convicto de que compraram pouco pão, pelo que se dirige ao N.
- Só compraram isto? Isto não chega! Vocês não sabiam que somos cinco e que ainda vamos levar sandes para a praia?
- Então nós fomos comprar pão e ainda te queixas? Se não há que chegue, ias lá tu, que ninguém é criado de ninguém!
- Ontem fui eu, e comprei pão que chegasse! Não é muito difícil.
- Pronto, tu é que tens sempre razão!!
Mais uma vez, eu e a B. estávamos sentadas, a comer as nossas torradas e entreolhamo-nos com cumplicidade e muita vontade de rir.
 
           Episódio #3: Decidimos ir almoçar fora. O R. sugeriu fazermos um caminho mais longo e irmos passar a tarde numa cidade mais afastada, mas o N. não achou boa ideia porque era longe e estava cheio de fome. Assim sendo, o G. sugeriu um restaurante próximo onde já tinha dito e que vinha muito bem recomendado. Quando chegamos, verificamos que estava praticamente cheio e que todas as pessoas tinham ou muito bom aspecto, ou aspecto de turista em alternativa. Fomos atendidos por uma senhora que nos disse que já estavam lotados e não iam conseguir ter mesa a tempo de nos servir, porque já passava das duas. O R. ficou convencido que estavam a discriminar-nos por sermos jovens e disse ao N.
- Claro, viram um grupo de jovens e tu com esses calções. Acharam logo que vínhamos para aqui contar os trocos.
- Ai agora a culpa é minha? Tu és impressionante.
Encontramos outro restaurante, onde nos sentaram e, enquanto não fomos servidos, continuaram os dois a discutir de quem era a culpa de não termos ido experimentar o primeiro restaurante e de não termos sido servidos no segundo. Não preciso de dizer o que e a B. estávamos a fazer, pois não? Estávamos a ver o menu, sossegadas e em conjunto.
 
         Episódio #4: Eu e a B. começamos a discutir dentro do quarto. Eu dizia-lhe que ela não se estava a despachar para irmos para a praia e que não tínhamos que ficar à espera dela! Fomos a discutir até à sala... e desatámo-nos a rir. Era uma brincadeira! Perguntamos-lhes
- Já viram a figura que vocês fazem?
- Ah, muito engraçadinhas as meninas!
 
               Volto a dizer que não venho aqui contestar esse mito contra tudo e contra todos, mas podem dar-nos só o benefício da dúvida?

Sobre a carne de cavalo




Ahahah Acho que não há muito mais a dizer sobre este assunto, só não resisti a publicar esta imagem! Ri-me tanto!

[Outro dos meus pontos fracos são piadas com a Anita!]

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Desculpa


                 Há uns dias, dei por mim numa conversa profunda com a minha irmã - ela dizia-me que havia três pessoas na vida a quem devia um pedido de desculpas - enumerou-as e contou-me as razões. De seguida, perguntou-me se eu tinha alguém a quem devesse um pedido de desculpas. Fiquei contente por ter demorado algum tempo a encontrar a resposta, enquanto ela me dizia que se a minha resposta fosse "não", era muito bom sinal. Disse-lhe que, como irmã mais nova, tinha que me dar uma vantagem de alguns anos para magoar três pessoas! De qualquer forma, lembrei-me de uma pessoa. Pedi-lhe desculpas no tempo certo e sei que me perdoou. Hoje em dia é alguém que faz parte da minha vida e com quem mantenho uma boa relação, mas foi alguém que magoei e que não merecia. 
                 Não sei por que razão às vezes damos por nós a magoar quem nos trata bem e a sofrer por quem nos trata mal, mas é uma realidade sádica. Também têm pessoas a quem devem um pedido de desculpas? Se de facto tiverem, peçam desculpa e peçam as vezes que forem precisas! Vamos sempre cometer erros e vamos cometê-los mais do que uma vez, o importante é o que fazemos para os corrigir! 






"Sou eu"


               Há uns dias apercebi-me de mais uma mania terrível... Quando toco à campainha de uma casa, sempre que me perguntam "Quem é?", sai-me um "Sou eu!". Acho que faria mais sentido dizer o meu nome, afinal "eu" podemos ser todos mas talvez revele uma incrível confiança de minha parte eheh Não sou a única, pois não?
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Era uma vez...


              Era uma vez uma história de amor. Eles envolveram-se, apaixonaram-se e construíram uma relação muito depressa. Tornaram-se amigos, namorados e praticamente foram viver juntos num abrir e fechar de olhos. Ela sentia que ele adorava a companhia dela e apesar de não ser um romântico por natureza, foi-lhe fazendo surpresas inesquecíveis e principalmente no dia a dia, ela sentiu desde cedo, nos gestos mais pequenos, que ele queria construir uma relação sólida e estável. Parecia querer que ela partilhasse completamente a vida dele e fazia sentir-se muito feliz! Ela sentia que não se podiam entender melhor - as discussões eram pontuais, muitas vezes com sentido de humor, e resolviam-se rápido, sem grandes alaridos. Ele sempre teve o tempo muito ocupado, mas sempre conseguiram conciliar muito bem as coisas, pelo que não sentia a ausência dele. Aos poucos, ele começou a ficar mais tenso e mais fechado. Queria estar sozinho, queria afundar-se no sofá com o computador e a Sport Tv. Ela via aquilo como sinal de uma depressão e puxava por ele, para o fazer aproveitar o dia de sol que estava lá fora. Ele culpava-a por lhe querer tirar o prazer de ficar em casa. 

                 Ela sentiu que ele andava mais tenso e, de um momento para o outro (ou foi assim que lhe pareceu), ele disse-lhe que não conseguia ser o namorado dela neste momento. Disse-lhe que não tinha dúvidas do que sentia por ela, mas que tinha muitas responsabilidades, que não conseguia estar à altura das obrigações de uma relação neste momento. Ela ficou muito confusa, não conseguiu entender se aquilo era uma despedida ou se era um sinal de que precisavam de estar mais afastados por um tempo, até voltar tudo ao normal. Ele próprio parecia não ter a resposta. Ela gostava muito dele e sentia que ele continuava a gostar dela também da mesma forma. Quis tentar dar-lhe algum espaço e deixar que o tempo lhe trouxesse respostas mais definitivas. Os dias foram passando e ela foi tendo mudanças de humor e pensamentos contraditórios... Às vezes sentia que tinha que lhe fazer ver que não fazia nenhum sentido afastarem-se, que eram tão felizes juntos e que este não era um motivo para pôr fim a uma relação que ainda tinha tanto pela frente, que o stress dele era mais uma razão para a ter do lado dele, para lhe dar o apoio que sempre deu. Outras vezes, sentia-se tão magoada pela atitude dele, que tinha vontade de se afastar completamente, porque não podia estar com alguém que abdicava assim do que tinham por uma razão externa aos dois! 

                 A história continua sem um fim e ela está a perder as esperanças de voltar a viver aquele amor. Sente que está a perder alguém com quem partilhou tanto da sua vida, com quem queria partilhar muito mais e com quem sente que havia muito mais pela frente. O olhar dele estava diferente na última vez que estiveram juntos e ela detestou sentir que a presença dela já não o fazia sorrir da mesma forma. Recentemente, houve pessoas que a fizeram sentir-se tão especial que ela percebeu que só podia estar com alguém que a fizesse sentir-se pelo menos assim! Neste momento, começa a ter dúvidas de que ele seja essa pessoa.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O meu ponto fraco


             Dizem que todos temos um ponto fraco, alguma coisa que nos dá tanto prazer que é capaz de nos fazer perdoar uma atitude mais bruta, que é capaz de nos fazer agir sem pensar, alguma coisa pela qual quase seríamos capazes de vender a nossa alma! Eu tenho um ponto mesmo fraco, era capaz de pagar para me fazerem isto todos os dias! Ia ter muitas dificuldades em continuar chateada com alguém, se me fizesse isto. Conseguem calar-me com isto num segundo. Fecho os olhos, sinto um arrepio pelo corpo todo e há poucas sensações tão boas! 
              Não devia revelá-lo mas uma parte de mim quer que toda a gente saiba e que me ataque deliberadamente! Além disso, já percebi que a forma apaixonada como o descrevi pode criar más interpretações!
                  O meu ponto fraco é o cafuné (apesar de odiar essa palavra), mas a definição está na imagem: acarinhar de leve, com a ponta dos dedos o couro cabeludo. Não consigo pensar em muitas coisas melhores... Às vezes dou por mim distraída a massajar o meu próprio couro cabeludo! 


       Também já experimentei usar uma coisa do género da que podem ver na imagem em baixo, mas não é a mesma coisa a não ser que alguém nos faça a nós - o factor controlo tira grande parte do prazer! 
            Assim sendo, amigos e inimigos, sintam-se no pleno direito de fazer uso do meu ponto fraco, não se retraiam! E vocês ai, quais são os vossos pontos fracos? :)

 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mais um fim-de-semana de pós graduação



              Eu prometi que ia escrever mais e quero cumprir! Mas este fim-de-semana não consegui, estava em mais uma pós-graduação e não tive oportunidade de estar no computador. De qualquer forma, ao longo das palestras a minha cabeça chegou a voar para o blogue e para a minha vontade de escrever! Para vos provar, tirei uma fotografia ao meu bloco de apontamentos. Como podem ver, estava extremamente atenta! Não sei interpretar a razão de todos os desenhos, mas há sem dúvida um que é claro - reparem ali no "100" no lado direito da página! Eheh