domingo, 27 de janeiro de 2013

Vamos ser enforcados!


         Há uns dias estive a jogar um jogo com ele e outro amigo - o jogo do enforcado - em que temos como desafio adivinhar nomes de países. O jogo segue o padrão tradicional - há uma forca e todas as letras do alfabeto e respectivas letras com acentos que temos que seleccionar e, à medida que formos errando, vai-se formando um boneco enforcado! Estávamos a sair-nos incrivelmente bem, tanto que eles adivinharam "Lesoto", pelo que não íamos parar de jogar tão cedo até que surge este desafio intransponível:




        A quem encontrar o "ú" ofereço um prémio porque nós fartamo-nos de procurar sem nenhum resultado! Tivemos que fazer game over... e começar de novo!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Redes Sociais



        
          Todos já passamos pelo mesmo - pedidos de amizade de pessoas que não conhecemos de lado nenhum ou, pior ainda, de pessoas que conhecemos de vista. Este último é pior porquê? Porque, se aceitarmos, vai ser extremamente constrangedor - vamos passar por alguém com quem nunca trocamos uma palavra e lidar com um conflito interior - não sabemos se havemos de dizer um olá porque nunca dissemos antes, mas ao mesmo tempo apercebemo-nos que sabemos mais da sua rotina do que de grandes amigos nossos "olha, ele ontem foi surfar de manhã e à noite foi ao sushi com os amigos ah... e adora Bon Iver".
                 Contudo, o episódio que vos vou contar prende-se com a primeira situação. Recebi um pedido de amizade de uma desconhecida de uma idade bem mais avançada que a minha e há uns dias aceitei... por interesse. É verdade, admito que foi por interesse mas quem estiver a julgar-me, que não se preocupe porque saiu-me o tiro pela culatra. Então, eu aceitei o pedido (armada em espertinha) e lá fui eu enviar uma mensagem à dita pessoa que vou tratar por Arminda, para facilitar aqui a escrita. Enviei o que eu pensei ser uma mensagem muito cordial à D. Arminda, com as perguntas às quais queria resposta mascaradas de charme e delicadeza. A D. Arminda, após ler as minhas mensagens, respondeu-me com três gostos... a fotografias e com o silêncio à minha mensagem. Pelos vistos, a minha aceitação da sua amizade vinha mascarada de "quero informações sobre umas coisas", mas o pedido dela, por sua vez, vinha também mascarado, mas de "quero divertir-me a ver as tuas fotos mas não quero que me chateies". Cá se fazem, cá se pagam!
 

Casamento cancelado - now what?

 
                      Estava a ler esta notícia e deu-me uma idéia. Os criadores desta start up pensaram nos casalinhos que perdem o dinheiro do investimento e em futuros casais que podem aproveitar a oportunidade. Parece-me uma óptima estratégia e muito prática mas ainda há um problema bem maior que a minha start up vai resolver: o dos convidados! Então este casal ilude dezenas ou centenas de pessoas com a sua suposta união que os vai levar a passar uma tarde e noite divertida, rodeados de boa comida, bebida, convívio, levando-os a investir em presentes, roupa, no caso das senhoras acessórios, clutchs, cabeleireiro, esteticista... Já para não falar nas expectativas deitadas por terra! São dezenas ou centenas de pessoas com o look e o espírito preparados para uma festa de arromba!
 
                   Assim, a minha start up encontra festas de última hora para estes convidados aparecerem e receberem em troca tudo a que têm direito! Digam lá que não vai ser um sucesso?!

Piadinha (nada) fácil

        

             Esta é especialmente para o Eduardo e para a Pippa. Num post anterior, eu escrevia sobre erros ortogrfáficos e a importância da escrita, ao que estes dois me corrigiram numa palavra em latim. Estamos sempre a aprender e agradeci que tivessem partilhado comigo o seu conhecimento, contudo, queria fazer uma piadinha para "sair por cima" e sabia que tinha ali uma piadinha fácil na ponta da língua mas acabou por não sair. Já me lembrei e tive que publicar - queria responder-vos........ "Não vou gastar o meu latim!" ahah :p

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Com manias

         
           Se há coisa que faço bem é escrever. Não quero ser arrogante, acredito que estou apenas a ser confiante. Sempre valorizei muito as línguas, especialmente a língua materna, a literatura e a escrita no geral. Gosto de ler crónicas, de ler um bom livro, de ler uma carta, de ler uma mensagem. Sou muito piquinhas com os erros ortográficos e há alguns que me dão mesmo arrepios na espinha. Foi por estas razões que me diverti imenso a ler este artigo. Em baixo partilho um excerto que me ficou gravado na memória e que quis realçar:
 
 

"Nas publicações em blogues, nos status do Facebook, em emails e websites empresariais, a única coisa que temos são as palavras, que, na nossa ausência física, constituem uma projeção de nós. E, para o melhor ou para o pior, as pessoas julgam-nos quando escrevemos mal."

 
 
         Estes senhores levam a sua mania ao extremo, mas se eu estivesse a analisar tantos curricula* e me aparecesse alguém que tivesse escrito "Trabalho à cinco anos na clínica X" também sei que seria determinante na minha escolha e ainda ficaria tentada a enviar um email de resposta escrevendo "Não à espaço para si aqui"! Todos temos o nosso dark side!




*curricula - plural de curriculum. Obrigada Eduardo e Pippa pela lição de latim!

Advogado procura-se

             
             Esta notícia deixa-me intrigada - este homem deve ter muito poder. Primeiro, porque o jornalista está mortinho por revelar a sua identidade deixando em aberto pistas apetitosas mas claramente não lhe é permitido identificar o visado e em segundo e mais claro, porque fez um negócio da china! Foi para o casino, gastou, ganhou, gastou, gastou... No fim, ainda conseguiu ser reembolsado.  
              Casinos não são o meu forte - vou ter um vício mais low cost! O meu plano é ficar viciada em raspadinhas pé-de-meia e boletins do euromilhões e depois zás - pedir uma indemnização à Santa Casa da Misericórdia por não me banir dos quiosques. Quem tiver o contacto do advogado do Senhor Doutor Anónimo, que mo faça chegar por favor que estou muito interessada em fazer negócios com ele. Muito obrigada!

Psicanalisando

 
                     Há coisas que tenho vergonha de contar a quem quer que seja. Há meia dúzia de pessoas a quem era capaz de contar quase tudo, mas não tudo.
                     Quantas vezes não disse "Não tens que ter vergonha de me contar nada" e estava a ser o mais sincera possível. Não ia julgar os meus maiores amigos se me contassem aquilo que tenho vergonha de dizer e sei que também não me julgariam a mim, mas ainda assim há um rolhão na minha garganta!
                     Adorava deitar-me num divã com um psicanalista absolutamente desconhecido e dizer tudo que me viesse à cabeça e ser "psicanalisada"! Acho fascinante esse conceito de deixarmos um completo desconhecido ver-nos na íntegra, de uma maneira que nem pessoas que passaram a vida ao nosso lado alguma vez viram. Claro que são perspectivas diferentes e indissociáveis, uma objectiva, outra emocial mas adorava ter essa experiência e mais ainda, adorava ler as anotações que surgissem no caderninho do dito sobre as minhas divagações.
                     Não entendo que as pessoas tenham vergonha de ir ao psicólogo. Eu tenho muito pouca fé na psicologia e sei que posso ser crucificada com esta afirmação, mas acho que de facto em portugal ela não funciona da melhor forma. Não tenho dúvidas que existem psicólogos muito competentes, mas realmente a única vez que consultei um para realizar testes psicoténicos de forma a orientar-me na escolha da área no secundário, senti que foi uma absoluta perda de tempo. Não estamos preparados para entender a importância do bem estar mental - estabelecemos prioridades e numa altura em que há tantas restrições, as pessoas negligenciam absolutamente aquilo que não podem ver. É uma pena - acredito que há tantas depressões não diagnosticadas. Qualquer dentista sabe que se tiver uma mulher a partir dos 45 no consultório, é muito provável que da sua medicação constem antidepressivos. Não há dúvida que é a doença do século. Não era óptimo que essas pessoas tivessem encontrado estratégias que lhes tivessem permitido chegar aí sem medicação? Já estou aqui a pensar em acções de sensibilização eheh