sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Problemas com a autoridade



          Problemas, problemas nunca tive mas tenho uma sensação de pânico de cada vez que me mandam parar numa operação STOP. Mil problemas me passam pela cabeça, especialmente desde a última vez que paguei uma multa porque o prazo da inspecção tinha passado (por uns dias!). Dessa vez fiquei doente!    
          Assim sendo, hoje lá vou eu descansada a caminho do Porto quase a chegar a casa, toda feliz da vida a cantarolar no carro, quando faço uma curva e me deparo com a dita operação STOP e lá estou eu mentalmente: "vá lá, vá lá, não me mandem parar" e eis que um Sr. Agente me dá o sinal para encostar! Pânico momentâneo, abro o porta-luvas e não vejo a carteira dos documentos - lá fiz eu uma figura de idiota a ligar ao pai porque achei que os tinha tirado do sítio - estavam lá mas mais escondidos e mais uma  vez, tinha sido apenas o uniforme a turvar-me o pensamento! Aiai... Que vergonha tão grande!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Humor negro


            De humor negro, todos temos um pouco. A minha avó, completamente lúcida e activa até há relativamente pouco tempo, teve um pequeno derrame cerebral há uns meses e está agora com um discurso confuso e por vezes sem nexo. Há dias em que vemos melhorias e outros em que parece ter estagnado ou piorado mas não teve qualquer sequela física e continua cheia de energia! 

             Hoje e amanhã vai estar cá em casa e eu fiquei cá para ajudar. Tem-se vindo a arranjar soluções para ela ter o maior apoio possível, já que os filhos trabalham e hoje ao jantar conversávamos com ela sobre a possibilidade de ir para um centro de dia, onde poderia estar com outras pessoas e fazer uma série de actividades ao longo do dia, que são difíceis de por em prática em casa. Apesar do discurso ser confuso, é notório que sabe o que quer e o que não quer. (NOTA: Tudo que a minha avó disse foi sempre com um tom muito sério!)
- Oh avó, então não tens saudades de estar com pessoas da tua idade, de pintares os teus quadros e fazeres os teus bordados?
- Nem por isso.
- Não? Então mas tu gostavas tanto, estavas habituada a fazer tantas coisas...
- Pois era, mas desabituei-me! Antes acordava muito cedo para fazer essas coisas e agora acordo mais tarde.
- Então mas se alguém te chamar, tu levantas-te mais cedo!
- Sim, levanto...
- Oh avó, tu não foste uma altura àquele centro de dia estar com a senhora X, filha de XYZ?
- Fui....
- Não gostaste de estar com ela?
- Não gostei, ela está muito diferente, não consigo falar com ela... Fala assim (e imita-a a falar com a boca assim virada para o lado!) Foi uma gargalhada porque não esperávamos que se apercebesse assim das sequelas de alguém... (e continua) Mas o marido está pior... Eles estão à espera que ele avance...
- Avance, avó?
- Sim, que avance, que passe para o outro lado!

 Voltamo-nos a rir sem conseguirmos aguentar. Ainda que possa parecer mórbido, para nós foi um sinal de lucidez e clareza tão inesperado que dito com aquele seriedade só nos fez rir! Aiai....


Domingueiros



          Dizem que os parolos não sabem que são parolos e têm um conceito diferente da parolice - se é que esta palavra existe! 

Eu conseguia lembrar-me destes tipos de domingueiros:
 - os que passeiam de carro irritantemente devagar;
- os que vão passear para um shopping cheio de gente;
- os que levam tenda (literalmente) para a praia em conjunto com os seus fios de ouro;
- os que se arranjam demasiado (e mal) para sair à noite.

        O que eu não sabia era que há a possibilidade  de eu também sofrer de uma versão de domingueira. Hoje falava com um amigo, recheados do entusiasmos de novo ano:
 - Temos que combinar alguma coisa, agora vemo-nos poucas vezes! Vamos correr no fim de semana?
Ele diz-me... - Hmmm... No fim-de-semana? Já viste este tempo? Vai ser só domingueiros e vai estar cheio de gente...
- Domingueiros?
- Sim, aquelas pessoas que só correm ao fim de semana porque está bom tempo, para impressionar a mulher ou porque receberam um fato-de-treino no Natal!
- Ah.... Eu nunca me apercebi que também há "ambiente" no jogging - acho que talvez seja uma domingueira!
- Não és nada, tu treinas bem! (Conclusão: ele realmente tem estado pouco comigo! :p)


Ser madura ou não ser - essa é a questão

 
 
               Recentemente cheguei à conclusão que sabemos que gostamos muito de alguém:
 
- Quando os seus problemas se transformam nos nossos problemas;
- Quando tentamos encontrar soluções (não solicitadas) para esses problemas;
- Quando temos um nó na barriga quando alguma coisa lhes corre mal;
- Quando nos sentimos impotentes porque percebemos que na verdade a única coisa que podemos fazer quando estão em baixo é estar disponíveis, ouvi-los se quiserem ser ouvidos, tornar a nossa presença na maior distracção que possam ter e aceitar que se quiserem fazer asneiras não os podemos impedir e só podemos lá estar para aparar os danos.
 
             Cresci com um grupo de amigas ao meu lado que se mantém até aos dias de hoje. Como é natural, uma relação com 17 anos de idade já sofreu muitas transformações e a mais recente foi a da maturidade. Isto é, percebemos que interferir na vida de uma amiga ao ponto de lhe dizer o que deve fazer não está certo e que no final do dia, ela vai ter tomar as suas decisões, sejam acertadas ou não, e nós só podemos aceitá-las. Parece lógico? Há uns anos atrás não parecia e hoje ainda não está claro. Tenho um conflito interior - quero o melhor para as pessoas de quem gosto e, como tal, quero protegê-las de tudo o que as possa fazer sofrer, mas ao mesmo tempo impôr a minha opinião não deu frutos até agora nem vai dar porque no final, os sentimentos não são os meus e as decisões também não são as minhas. Ao mesmo tempo, sinto que uma verdadeira amiga estaria disposta a sacrificar a simpatia da amiga em prole da sua felicidade e que iria arranjar uma forma de a fazer ver, de uma vez por todas, como podia ser mais feliz (esta será, com certeza, a parte de mim que adora as personagens manipuladoras de variadas séries e filmes que conseguem sempre levar a sua avante através de uma série de esquemas engenhosos.)
 
          Qual será o limite entre a amizade e a intromissão? Estarei realmente a amadurecer? Ou estarei simplesmente a desistir? Ou ainda, será amadurecer um sinónimo de desistir e passar a aceitar o rumo das coisas com um olhar mais conformista? Respostas precisam-se!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Estará o Google a tornar-nos estúpidos?





            Nicholas Carr acredita que sim e explica porquê neste artigo - http://www.theatlantic.com/magazine/archive/2008/07/is-google-making-us-stupid/306868/ . Aliás, explica o porquê do tempo que passamos a navegar na internet nos tornar tão superficiais e distraídos nas nossas actividades, especialmente na leitura de um livro. Eu revejo-me neste texto e foi mais uma motivação para me fazer tentar ler mais livros e passar menos tempo online este ano. A internet é uma óptima ferramenta mas parece-me que estamos a usá-la em demasia, ao ponto de nos ser prejudicial. Generalizo, claro, porque nem todos o fazemos e ainda bem. Quem se deixou levar por esta máquina como eu, espero que consiga reflectir um pouco com as palavras de Carr que começou por este artigo mas tem já um livro publicado - "Os superficiais - o que a internet está a fazer aos nossos cérebros" que foi finalista dos prémios Pulitzer. Recomendo!


A minha primeira vez...



            Espero que a minha primeira vez a esquiar seja este ano! Aqui está uma das minhas resoluções para este novo ano - espero arranjar um fim de semana para ir enfiar os pés numa grande camada de neve e finalmente aprender a esquiar. São minhas testemunhas! Vou procurar um lugar com uma boa relação qualidade/preço e tratar disso porque este é um ano que se quer com atitude :)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012